Hey, galeres!
Desculpe a demora para postar, mas eu estava fazendo uma baita viagem em Portugal e ainda não aprendi a postar pelo celular.
Como histórias frescas são sempre melhores, vou dar uma interrompida nos post do Oktoberfest e contar sobre Portugal essa semana, mas acho q semana que vem já voltamos à nossa programação normal.
Eu me considero um cara tranquilo, principalmente naqueles momentos de pressão, quando é mais fácil surtar. Não costumo ficar neurótico com as coisas, nem me preocupo em excesso com elas, principalmente se eu não puder fazer nada para mudá-las. Entretanto, se tem uma coisa que tira o meu equilíbrio psicológico é viajar de avião. Não daquele jeito de se mijar de medo quando ele decola, pois eu confio mais no piloto do que no motorista, mas sim por conta da certeza de que cedo ou tarde eu vou me dar mal de alguma forma.
Quando fui para os EUA ano passado, de 4 vôos que eu peguei, 5 deram problema (literalmente, já que fui até barrado no cruzeiro). Bagagem extraviada, atraso entre conexões, bilhete não emitido pela reserva... O que podia acontecer comigo naquela viagem, aconteceu, e eu sempre repetindo para mim "O Pé-frio é o Vito, o Pé-frio é o Vito..." Até acreditei nisso, já que os meus últimos vôos ocorreram de boa na lagoa.
De qualquer forma, sempre fico com a pulga atrás da orelha: Peso a mala repetidamente, confiro 30 vezes os documentos, repasso a lista de itens proibidos... Fico uma pilha. Agora imagine viajar com a RyanAir, empresa low cost de aviação aqui na Europa:
-Se não imprimir o cartão de embarque em casa paga 40 euros.
-Mala maior que o bagageiro paga 40 euros.
-Mala mais pesada que 10 Kg = 40 euros.
-Documentação incompleta = 40 euros
-Nascer em ano bissexto = 40 euros
Faltando 1 semana pra minha viagem, já nem dormia direito! Media o mochilão de hora em hora com a minha régua (tinha hora q ele tava dentro dos padrões, e tinha hora q tava fora!!!), arranjei uma balança pra pesar as roupas, e um saquinho pra colocar os líquidos. Nem assim me acalmei. No dia do vôo (que sairia de outra cidade - Memmingen -, ou seja, se desse merda eu não conseguiria voltar a tempo) eu acordei cedo e fui no aeroporto de Stuttgart SÓ PARA VER SE A MOCHILA TAVA NOS CONFORMES (Cúmulo da neurose). Acredita que o cara lá não soube me dizer? Disse que a mochila estava muito justa... E que dependeria do avião, ou seja, não serviu pra nada. Olha aí a foto q eu tirei, pra mim tava ótima!
Ansioso, peguei um trem para Memmingen, onde eu precisaria pegar um ônibus até o aeroporto, tudo com uma antecedência absurda, já que nesse dia não tive aula. Trajando somente um casaquinho, já que meus amigos lusitanos me disseram q o tempo lá estaria bom, passei um frio da china no trajeto todo.
Em um ligeiro momento de distração, acabei deixando passar a estação de trem na qual eu devia descer, e a próxima só ia ser em 30 minutos. Procurei o funcionário do trem (até porque a minha passagem só me levava até a estação anterior) e ele me disse que na próxima estação haveria um trem de volta, só que a diferença entre a nossa chegada e a saída dele seria de apenas um minuto. Como pelas minhas contas eu tinha que pegar esse trem pra não perder o vôo, fiquei atento pra descer rapidamente na próxima parada, só que assim que eu desci eu vi o problema. Entre eu e o trem de volta havia 2 linhas ferroviárias, o trem já estava apitando pra sair e eu não conseguia nem encontrar a escada pra passar por baixo dos trilhos. Quase em desespero, olhei pros lados, não vi ninguém... Pensei, é agora!
Saltei da estação pros trilhos, rezando pro trem não partir e me atropelar, ou pior, pra nenhum guarda ter visto, e atravessei as 2 linhas de trilhos correndo com o meu mochilão nas costas. Entrei no trem logo antes dele sair, troquei de vagão 3 vezes pra despistar qualquer puliça (a multa pela gracinha seria de 25 euros, bicho!), e fiquei torcendo pra ninguém pedir a minha passagem, já que eu mal tive tempo de entrar no trem, muito menos tive pra comprar bilhete. Felizmente ninguém pediu nada e eu estava mais uma vez dentro do schedule (mas já suado de nervoso e com as pernas tremendo!). Consegui pegar o ônibus, que foi me levando através de umas vilas tão pequenas que eu não acreditava que dariam no aeroporto... mas deram!
Feliz pra caramba, mas ainda nervoso com a mala, cheguei na hora que queria no aeroporto, mas mal sabia o que ainda estava por vir...
[Continua...]

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